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terça-feira, 17 de março de 2009

Cirque du Soleil - Aula de empreendedorismo e inovação

Para o Jornal Carreira & Sucesso, em fevereiro de 2008.

Com exatos 24 anos de vida, a jovem companhia fundada pelo artista canadense Guy Laliberté, em 1984, já é uma realidade de sucesso estrondoso. Vamos a apenas alguns dados:

Atualmente são:

- Oito espetáculos em turnê;
- Seis espetáculos fixos residentes;
- Um sazonal, em Nova York;
- 4 mil funcionários de 40 nacionalidades diferentes;
- Mil artistas apresentando-se diariamente pelo mundo.

Vamos dar um intervalo aos números para não "assustar" tanto.

Em turnê no Brasil pela segunda vez, o Cirque du Soleil representa um mix de fantasia, beleza e poesia, com uma boa pitada de lucro, emprego e negócios. Para Marco D’Amico, vice-presidente sênior de Marketing do grupo, esse é realmente um dos segredos do fenômeno Cirque du Soleil.

"A primeira chave para a abertura do nosso sucesso foi sempre estabelecer e manter um equilíbrio entre arte e comércio. É extremamente difícil ter essa balança hoje em dia. E pouquíssimas empresas conseguem, especialmente aquelas que lidam com sentimento e entretenimento ao vivo.", afirmou ele, em palestra realizada na FGV/SP – Fundação Getúlio Vargas para alunos do curso de Administração.

Com o tema "Criação, Desempenho e Cidadania", D’Amico deu uma verdadeira aula de como criar e, acima de tudo, manter uma grande empresa muito bem-sucedida e estruturada. E quem diria: um grupo que começou a partir de sonhos tão despretensiosos de seu grande fundador. "Guy Laliberté tinha 14 anos quando resolveu sair de casa. Ele não tinha um plano diretor, queria apenas conhecer o mundo, se divertir e, claro, conhecer muitas garotas."

A história do Cirque começou em 1982, em Quebec, com um grupo de malabaristas, engolidores de fogo e acrobatas. A receptividade do público foi tanta que resultou num festival. Apenas dois anos depois, para celebrar o descobrimento do Canadá, Guy Laliberté fundou oficialmente a companhia, que tinha na época 73 funcionários.

Era uma nova concepção de espetáculo nascendo em um tempo de decadência para o circo tradicional. Era o show que deixava de ser apenas feito para crianças para entrar no imaginário dos adultos. "Nós sabemos que o público não quer apenas ser entretido. Eles querem ser tocados, mexidos. É claro que eles querem fugir um pouco da realidade dos seus mundos. Mas na verdade eles querem que suas pretensões, sonhos e esperança sejam renovados."

Justamente no quesito inovação está o outro fator apontado por D’Amico como fundamental para o crescimento do Cirque. "Estudos mostram que competir em indústrias saturadas não é o melhor caminho para sustentar um bom negócio. A oportunidade real é criar os chamados ‘oceanos azuis’, abrir espaços, descobrir mercados ainda não disputados." Ele explica que os ideais de Laliberté estavam diretamente relacionados à beleza e à perfeição. O novo circo não usaria animais, nem tradicionais conceitos. Era um risco. Ninguém sabia se daria certo, afinal era algo desconhecido.

E chegamos então a uma posição adotada desde o início por todos os gestores do Cirque: arriscar é preciso. "Nós temos muito mais a perder hoje em dia do que há 24 anos. Mas nós ainda tomamos decisões de riscos todos os dias. Porque escolhemos isso, queremos assim, não apenas por ser um bom negócio, mas por ser a única maneira de fazer negócio que conhecemos."

Os riscos são praticamente uma lei dentro do grupo. Segundo D’Amico, é assim que o negócio tem dado certo: apostando em idéias, sem medo de investir milhões, jamais economizando nem criatividade, nem dinheiro. "Nós realmente entendemos que criar qualquer coisa, seja ela um show ou uma linha de produção, envolve descer em ambientes escuros, desconhecidos. Perder semanas, ou até meses, investindo em uma atração, em uma idéia, e não dar em nada. Nós acreditamos que sem arte e sem criatividade nós não teríamos um bom negócio, definitivamente. E reconhecemos que é natural que essa criatividade envolva riscos. Nós jamais vamos manter algo em um show apenas porque gastamos muito dinheiro nele. Se não estiver funcionando criativamente, vai sair."

Pensando a companhia como um grande sistema, "onde cada componente afeta outro componente", D’Amico afirma ainda que basta uma visita à sede oficial do Cirque, em Montreal (Canadá), para ver como cada departamento, cada pessoa trabalha com os mesmos ideais. "O Cirque é uma incubadora de criatividade. As idéias borbulham por todos os lados, idéias que chegam de todo e qualquer lugar, e de qualquer pessoa."

LIÇÕES

Resumindo em uma pequena lista o grande modelo de gestão Cirque du Soleil, podemos concluir que os conselhos são:

  • Equilibrar arte e comércio;


  • Arriscar sempre;


  • Economizar nunca;


  • Inovar;


  • Investir em criatividade e qualidade;


  • Seguindo à risca todos esses pensamentos, o Cirque hoje chega à marca de um crescimento de receita de 20% ao ano. E mais: 40% de crescimento nas vendas nos últimos anos.

    Em apenas um final de semana, 120 mil pessoas estarão assistindo ao espetáculo do Cirque em qualquer lugar do mundo.

    Alguns espetáculos já foram vistos por 80 milhões de pessoas, em mais de 200 cidades do mundo. 10 milhões de pessoas viram pelo menos um dos espetáculos em 2007.

    A companhia canadense chega a gastar US$ 165 milhões para produzir um show - é mais do que a produção de todos os espetáculos de teatro produzidos na Broadway, em Nova York, juntos em 2007.

    ALEGRÍA

    O segundo espetáculo que chega ao Brasil já foi visto por mais de 9 milhões de pessoas em 15 países.

    Entre as mais de 50 cidades visitadas estão Nova York, Chicago, Tóquio, Sydney, Cingapura, Hong-Kong, Berlim, Londres, Barcelona, Viena, Zurique e Cidade do México.

    O espetáculo está desde setembro de 2007 no País, tendo passado por Curitiba, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Fica em São Paulo até 4 de maio, terminando a turnê pelo Brasil em Porto Alegre, totalizando 10 meses e 250 apresentações em solo nacional.

    São 130 pessoas na equipe que traz Alegria ao Brasil, sendo 55 artistas de 15 nacionalidades - entre eles, um brasileiro. A estrutura do show inclui 800 toneladas de equipamento e uma espécie de "vila sobre rodas", que ocupa uma área de 20 mil metros quadrados.

    Diante de tudo isso, alguém ainda duvida do case de sucesso?

    quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

    O inconsciente na sua vida profissional - vídeo

    Eu adoro esse cara, já o entrevistei e agora vivo lendo coisas dele e sobre ele. O nome dele é Luiz Fernando Garcia. Quem pensa em algo relacionado a empreendedorismo, tem de conhecê-lo.

    No final do mês de outubro, escrevi um post sobre essa grande descoberta em 2008. (estou listando alguns nomes que foram diferenciais na minha vida neste ano, em breve uma apanhado aqui mesmo no blog)

    No dia do lançamento do mais recente livro dele, "O inconsciente na sua vida profissional", na Livraria Cultura em São Paulo, Nando mostrou um vídeo bem bacana que encontrei no YouTube e compartilho agora com vocês, meio como mensagem de fim de ano. :)

    segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

    Dá-lhe empreendedorismo!!

    Já deu para perceber que amo o tema empreendorismo, né? Recentemente comentei em outro post sobre esse meu atual encantamento e provável futuro de vida.

    Aí vai, então, a reportagem que fiz para o Jornal Carreira & Sucesso da cobertura da Semana Global do Empreendedorismo. Está bem completa e cheia de dicas para quem TAMBÉM quer seguir esse caminho:

    Encontro Internacional de Empreendedores: desafios e metas

    A Semana Global do Empreendedorismo aconteceu no mundo todo entre os dias 17 e 24 de novembro. No Brasil, muitas ações foram realizadas entre as quais a 13ª edição do Encontro Internacional de Empreendedores, organizado pelo Sebrae. Pela primeira vez, São Paulo – estado que concentra 1/3 das empresas do País – sediou o evento.

    "O objetivo é fortalecer uma mensagem à sociedade brasileira em relação à importância de se desenvolver uma cultura empreendedora como valor. Nós discutimos o empreendedorismo sob todos os aspectos e principalmente dentro de um cenário dos próximos 25 anos. Todo o empreendedor deve se inovar e se preparar constantemente.", afirma Emerson Vieira, gerente de Educação do Sebrae e um dos responsáveis pelo encontro. Ele aproveitou para apontar os quatro pilares para o empreendedor do futuro:

  • ética/ cidadania
  • cultura da cooperação
  • cultura da inovação
  • cultura da sustentabilidade

    O evento contou com palestras nacionais e internacionais, entre as quais a do especialista em empreendedorismo e professor na ESPM José Dornelas, autor de diversos livros relacionados ao tema, como: "Como conseguir investimentos para o seu negócio", "Planos de Negócios que Dão Certo", "Empreendedorismo na Prática", "Empreendedorismo, transformando idéias em negócios", "Planejando incubadoras de empresas" e "Empreendedorismo Corporativo", todos da Editora Campus, tendo sido, este último, finalista do Prêmio Jabuti.

    Quer continuar lendo? Clique em empreendedorismo: dicas, informações, práticas e desafios
  • domingo, 30 de novembro de 2008

    Frase da semana

    "Você não precisa ser bom para começar, mas precisa começar para se tornar bom."

    Dito em palestra de Kelly Michels, da Artemisia, citando um empreendedor estrangeiro.

    quarta-feira, 26 de novembro de 2008

    Empreendedorismo - A-DO-RO!!

    Tive a oportunidade de participar ao menos um pouquinho da Semana Global de Empreendedorismo, que aconteceu no mundo todo entre os dias 17 e 23 de novembro.

    Na sexta-feira fui ao Encontro Internacional de Empreendedores em São Paulo e assisti palestras interessantíssimas com Kelly Michels, fundadora da Artemisia, e José Dornelas, professor da ESPM , fundador e CEO da Empreende e autor de livros como "Empreendedorismo na Prática".

    Ao mesmo tempo, estou fazendo um curso na ESPM sobre finanças para jornalistas, em que coincidentemente tive uma aula excelente com Adriano Gomes sobre empreendedorismo.

    Não bastasse, estou fechando nessa semana uma edição do Jornal Carreira & Sucesso especial sobre o tema. Ou seja...fiquei ainda mais empolgada com esse universo que vem me conquistando demais!

    Tenho colocado algumas metas na minha vida relacionadas a isso. Estou certa de que tenho um espírito empreendedor dentro de mim, inquieto e louco para aflorar.

    Nesse burburinho de reflexões e anseios, lembrei de uma reportagem em especial que fiz com a Gica Mesiara, uma super empreendedora. Estava rouca na ocasião, mas o que importa é o case.